quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mães de gêmeos dão dicas de como cuidar dos babys


A gravidez está sempre atrelada à ideia da felicidade sem limites ou à benção dos deuses. Claro que mãe alguma irá contradizer essas opiniões, mas nem sempre as coisas são tão fáceis como parecem, principalmente se a surpresa vier em dobro.

O que fazer quando a preparação incluía um, mas chegarão dois? Para não cair no desespero, nós fomos atrás de exemplos de mulheres que precisaram encarar a árdua tarefa de ser mães de gêmeos - ou gêmeas. Rafaella Moraes e Elisa Castro foram mães depois dos 30, aos 36 e aos 35 anos, respectivamente, e sem a ajuda da ciência e dos métodos de fertilização.

"Voltei da lua de mel grávida", conta Rafaella, editora de imagem. "Já tinha parado de tomar o anticoncepcional. Por estar com 36 achei que as coisas seriam mais difíceis. Desde

o início achei que seriam gêmeos porque com um mês de gestação minha barriga já estava grande e bem larga", conta ela, feliz com a chegada de Isabela e Beatriz - e mais tarde de

Henrique.

As meninas, agora com 4 anos, exigiram dedicação total. Elas nasceram com 32 semanas - 7 meses - e precisaram ficar 21 dias internadas em uma UTI neonatal. "O hospital funciona

como um exército, lá aprendemos que é preciso ter rotina, horários", pontua ela.

Elisa faz coro. Advogada, ela é mãe de Martina e Camila, com 7 anos, que também nasceram prematuras, de 30 semanas, e ficaram 50 dias na UTI. "Basicamente se trata de alinhar um no outro. Temos que fazer as coisas ao mesmo tempo; enquanto um está em um peito, alguém tem que estar dando a mamadeira ao outro. É preciso fazer tudo ao mesmo tempo para que nós possamos ganhar tempo para nós. Para isso a ajuda de alguém, parentes ou profissionais, é fundamental", ensina ela, que já era mãe de Miguel.

EVITANDO A CORRERIA

As marinheiras de primeira viagem não precisam temer, cada caso é um caso. Enquanto Elisa teve gravidez de risco devido ao rompimento da bolsa amniótica, Rafaella levou a gestação bem tranquila e trabalhando.

A médica obstetra Isabella Tartaria aconselha: "A gravidez gemelar é um pouco mais complicada em razão do peso do abdômen, que é maior, por isso é importante fazer um pouco mais de repouso e ter bom senso. Os bebês tendem a nascer prematuros, mas nada que seja alarmante. É muito importante nesse primeiro estágio a relação da paciente com o médico para lhe garantir segurança e calma".

Calma essa que Rafaella precisou ganhar para lidar com o choro e as incessantes trocas de fralda. "Ter uma rotina é fundamental. Na minha casa às 19h estão todos dormindo",

garante ela, que indica para os pais iniciantes deixar tudo pronto de antemão caso queiram fazer um programa família. "A enfermeira me ensinou isso: se você quiser ir à praia, tem

que preparar tudo no dia anterior senão você perde o horário".

CADA UM É CADA UM

Para tanto, a ajuda do marido é primordial. "Eu não teria três filhos se não tivesse o meu marido, eu brinco que ele só não dá o peito, mas faz todo o resto", conta Rafaella. Quando o assunto é a convivência das crianças e sua relação com o meio ambiente, Rafaella optou por matricular as meninas em salas diferentes na escola, para garantir a individualidade.

"Elas estudavam na mesma escola em horários alternados e ninguém nem percebia que eram duas, quando foram para a mesma sala perderam os nomes e viraram 'as gêmeas'", desabafa ela, que também é completamente contrária à ideia de que gêmeos precisam usar roupas iguais: "Já briguei em loja com uma mulher por causa disso".

Elisa observa que as filhas sempre foram "muitos juntas", mesmo tendo personalidades completamente opostas. "Na maioria dos casos que conheço, os gêmeos são bem distintos quanto à personalidade. Mas é fato que eles têm uma relação muito particular, muito diferente de tudo", afirma ela, que brinca: uma das maravilhas de ser mãe de gêmeos é poder fazer só uma festa de aniversário.

bolsademulher

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